A doutrina de Balaão no antigo e no novo testamento

A DOUTRINA DE BALAÃO
“Tu tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem”- Apocalipse 2:14.

Ora, não se pode ter um Nicolaíta na igreja e não se ter esta outra doutrina também. Veja, se você lança fora a Palavra de Deus e o movimento do Espírito como um meio de adoração (Os que Me adoram devem me adorar em Espírito e em verdade) então você tem de dar ao povo outra forma de adoração como substituta, e a substituição se soletra Balaanismo.

Se vamos buscar compreender o que é a doutrina de Balaão na Igreja do Novo Testamento melhor faríamos voltando e vendo o que ela era na Igreja do Velho Testamento e aplicá-lo a esta terceira era e depois trazê-la até o presente.

A história se encontra em Números capítulos 22 a 25. Pois bem, sabemos que Israel era o povo escolhido de Deus. Eles eram os Pentecostais de seus dias. Eles tinham se refugiado sob o sangue, eles tinham todos sido batizados no Mar Vermelho e eles saíram das águas cantando no Espírito e dançando sob a energia do Espírito Santo, enquanto Miriam, a profetisa tocava tamborim. Bem, depois de um certo tempo de jornada estes filhos de Israel chegaram a Moabe. Você se recorda quem era Moabe. Ele era o filho de Ló com uma de suas filhas, e Ló por sua vez era um sobrinho de Abraão, assim Israel e Moabe eram parentes. Eu quero que note bem isto. Os Moabitas conheciam a verdade, quer vivesse por ela ou não.

Assim chegou às fronteiras de Moabe e enviou mensageiros ao rei dizendo, “Somos irmãos. Permitam-nos passar pela sua terra. Se nosso povo ou nossos animais comerem alguma coisa, nós pagaremos prontamente”. Porém o rei Balaque ficou muito excitado. Aquela cabeça do grupo Nicolaíta não estava disposta a permitir à igreja passar com seus sinais e maravilhas e várias manifestações do Espírito Santo, com suas faces brilhando com a glória de Deus. Era muito arriscado, assim ele poderia perder alguns de sua multidão. Por isso Balaque recusou deixar a Israel passar. De fato, tão grande era o seu temor deles, que ele recorreu a um profeta mercenário chamado Balaão e pediu-lhe para interceder entre ele e Deus e que pedisse ao Altíssimo para amaldiçoar a Israel, e deixar o povo de Deus impotente. E Balaão, faminto de tomar parte em negócios políticos e tornar-se um grande homem, ficou muitíssimo alegre em assim proceder. Porém vendo que tinha de se aproximar de Deus e ter uma conferência com Ele para conseguir a maldição contra o povo pois ele não podia fazê-lo por si mesmo, ele foi perguntar a Deus se ele podia ter Sua permissão para ir. Ora, isto não é exatamente igual aos Nicolaítas que temos conosco hoje? Eles amaldiçoam a todos que não seguem seu caminho.

Quando Balaão pediu permissão a Deus para ir, Deus o rejeitou. Oh, isso foi doído. Porém Balaque insistiu, prometendo-lhe recompensa maiores ainda e honra. Assim Balaão voltou a Deus. Ora, uma resposta de Deus deveria ser suficiente. Mas não para o egoísta Balaão. Quando Deus viu sua perversidade, ele lhe disse para subir e ir. Rapidamente ele selou o jumento e foi-se embora. Ele teria imaginado que esta era simplesmente a vontade permissiva de Deus e ele não seria capaz de amaldiçoá-los se ele fosse vinte vezes e tentasse vinte vezes. Como Balaão é semelhante ao povo de hoje! Eles crêem em três deuses, batizam em três títulos ao invés de batizarem em o Nome, e no entanto Deus envia o Espírito sobre eles como Ele fez com Balaão, e eles continuam crendo que estão completamente certos, e eis que são verdadeiramente perfeitos Balaanistas. Veja, a doutrina de Balaão. Prossiga em qualquer caminho. Fazem seu caminho. Dizem eles, “Bem Deus nos tem abençoado. Deve estar certo”. Eu sei que Ele os tem abençoado. Eu não nego isto. Mas é a mesma rota organizadora que Balaão seguiu. É o desprezo à Palavra de Deus. É o falso ensino.

Assim Balaão desceu tempestuosamente até que um anjo enviado por Deus se pôs em seu caminho. Mas este profeta (bispo, cardeal presidente, bispo presidente e supervisor geral) estava tão cego para as coisas espirituais pelo pensamento de honra e glória e dinheiro que ele não podia ver o anjo à sua frente com espada desembainhada. Ali estava ele para bloquear o profeta louco. O pequeno jumento o viu e desviou-se dele até que finalmente espremeu o pé de Balaão contra a parede rochosa. O asno parou e não deu nem um passo para a frente. Ele não podia. Por isso Balaão desmontou e começou a bater no animal. A jumenta então começou a falar com Balaão. Deus fez que aquela jumenta falasse em uma língua. Aquela jumenta não era híbrido; ela era uma semente original. Ela disse ao profeta cego, “Não sou eu a tua jumenta, e não te tenho transportado fielmente?” Balaão replicou, “Sim, sim, tu és minha jumenta e me tens transportado fielmente até agora, e se eu não posso fazer com que tu continues vou então matar-te…ôpa! O que é isto, falando com uma jumenta? Isto é engraçado, eu pensei que ouvia a jumenta falando e eu estava respondendo”.

Deus tem sempre falado em línguas. Ele falou no banquete de Belsazar e depois no Pentecoste. Ele está fazendo isto hoje novamente. É uma advertência de julgamento prestes a vir.

Então o anjo se tornou visível a Balaão. Ele disse a Balaão que se não fora por causa da jumenta ele agora estaria morto por haver tentado a Deus. Mas quando Balaão prometeu voltar atrás, ele foi enviado com a admoestação de falar somente o que Deus lhe mandasse.

Então Balaão desceu e edificou sete altares para sacrificar animais limpos. Ele matou um cordeiro significando a vinda do Messias. Ele sabia o que fazer para se aproximar de Deus. Ele tinha a mecânica exatamente certa; porém não a dinâmica; igual ao dia de hoje. Vocês os Nicolaítas podem ver isto? Lá embaixo estava Israel no vale oferecendo o mesmo sacrifício, fazendo as mesmas coisas mas somente um tinha os sinais seguindo. Somente um tinha Deus em seu meio. O formalismo não os levará a nenhum lugar. Ele não pode tomar o lugar da manifestação do Espírito. Foi isto o que aconteceu em Nicéia. Eles se reportaram à doutrina de Balaão, não à doutrina de Deus. E eles tropeçaram; sim eles caíram. Eles se tornaram homens mortos.

Depois que foi feito o sacrifício, Balaão estava pronto para profetizar. Mas Deus travou sua língua e ele não podia amaldiçoá-los. Ele os abençoou.

Balaque ficou muito irado, mas não havia nada que Balaão pudesse fazer no tocante à profecia. Ela tinha sido falada pelo Espírito Santo. Assim Balaque disse a Balaão para descer lá para o vale, e olhar a retaguarda de Israel para ver se haveria alguma maneira de amaldiçoá-los. As táticas que Balaque usou são as mesmas táticas que eles usam hoje. As grandes denominações olham para baixo para que os pequenos grupos, e qualquer coisa que encontram entre eles para provocar um escândalo eles anunciam em voz bem alta. Se os modernistas vivem em pecado, ninguém diz nada sobre o fato; mas se algum dos eleitos cai em algum problema e cada jornal o anunciará nos quatro cantos do país. Sim, Israel tinha sua retaguarda (carnal). Eles tinham seus lados que não eram dignos de elogios; mas a despeito de suas imperfeições, pelo propósito de Deus que age através da eleição, pela graça e não pelas obras, eles tinham a Nuvem durante o dia e a Coluna de Fogo durante a noite; eles tinham a Rocha Ferida, a Serpente de Metal e os sinais e maravilhas. Eles foram vindicados – não em si mesmos, mas em Deus.

Deus não tinha qualquer respeito por aqueles Nicolaítas com seus PHD’s , LLD’s e DD’s e todas as suas organizações e o melhor do que se pode jactanciar o homem; mas Ele teve respeito para com Israel porque eles tinham a Palavra vindicada entre eles. Certamente Israel não parecia muito polido, tendo acabado de vir do Egito e uma fuga precipitada, mas de qualquer forma era um povo abençoado. Tudo que aquele povo conhecera por mais de trezentos anos eram rebanhos, acampamentos de tendas e uma vida de escravidão, em contínuo temor da morte sob os Egípcios. Mas agora ele estava livre. Ele era um povo abençoado pela soberania de Deus. Certamente Moabe olhava lá para baixo sobre o povo. Todas as outras nações também o fizeram. A organização sempre olha para baixo sobre o desorganizado e até pela determinação trazem-nos à organização ou então os destroem quando não querem vir.

Ora, alguém pode perguntar-me, “Irmão Branham, o que é que o leva a pensar que Moabe era organizado enquanto que Israel não o era? Onde foi que você obteve esta idéia?” Eu a obtive exatamente aqui na Bíblia. Ela está toda tipificada aqui. Tudo que se encontra escrito no Velho Testamento em forma de história é escrito para nossa admoestação de modo que possamos aprender dele. Eis aqui exatamente em Números 23:9, “Porque do cume das penhas o vejo e dos outeiros o contemplo: eis que este povo habitará só, e entre as gentes não será contado”. Eis aí. Deus olhando do alto do cume das penhas, não em algum vale olhando para seus pontos maus e condenando-os. Deus os vendo da maneira que Ele desejava vê-los – do alto com amor e misericórdia. Eles habitavam só e eles não eram organizados. Eles não tinham um rei. Eles tinham um profeta, e o profeta tinha Deus nele pelo Espírito; e a Palavra vinha ao profeta e a Palavra passava para o povo. Eles não pertenciam a N.U. Eles não pertenciam ao Concílio Mundial de Igrejas, aos Batistas, Presbiterianos, Assembléias de Deus ou qualquer outro grupo. Eles não tinham necessidade de pertencer. Eles estavam unidos com Deus. Eles não precisavam de conselho de qualquer concílio – eles tinham o “Assim diz o Senhor” em seu meio. Aleluia!

Pois bem, a despeito do fato que Balaão conhecia a maneira certa de se aproximar de Deus e pudesse produzir uma revelação do Senhor através de um dom especial de poder, ele era ainda por causa de tudo isto um bispo no falso grupo. Por que foi que ele fez agora a fim de conquistar o favor de Balaque? Ele formulou um plano pelo qual Deus seria forçado a lidar com Israel na morte. Assim como Satanás sabia que podia enganar a Eva (levando-a a cair no pecado da carne) e desta maneira fazendo que Deus decretasse Sua sentença de morte contra o pecado, assim também Balaão sabia que se ele pudesse levar Israel a pecar,

Deus teria de lidar com eles na morte. Portanto ele planejou um meio de fazê-lo andar e ajuntarem-se em pecado. Ele mandou convites para que viessem ao banquete de Baal-Peor (subam e adorem conosco). Ora, Israel, sem dúvida, tinha visto as festas dos Egípcios de modo que eles não sentiam que fosse muito errado ir simplesmente olhar e talvez comer com o povo (Afinal de contas o que há de errado com a amizade? Nós devemos amá-los não devemos? Ou como podemos conquistá-los? Sendo amigos nunca feriremos ninguém – ou assim pensavam eles. Mas quando aquelas Moabitas sexuais começaram a dançar e a se despirem enquanto rodopiavam fazendo o seu rock and roll e o twist, o desejo tomou conta dos Israelitas e eles foram arrastados ao adultério e Deus em Sua ira matou quarenta e dois mil deles.

E foi isto o que Constantino e seus sucessores fizeram em Nicéia e depois de Nicéia. Eles convidaram o povo de Deus à convenção. E quando a igreja assentou-se para comer e levantou-se para tocar (participando dos ritos da igreja, das cerimônias, e das festas pagãs denominadas ritos cristãos) ela tinha caído no laço; ela tinha cometido fornicação. E Deus Se foi.

Quando qualquer homem se desvia da Palavra de Deus e filia-se a uma igreja ao invés de receber o Espírito Santo, este homem morre. Morto é o que ele é. Não se filie a uma igreja. Não entre em uma organização e se envolva com credos e tradição ou qualquer coisa que tome o lugar da Palavra e do Espírito ou então morrerá se assim fizer. Tudo se acabou. Você está morto. Eternamente separado de Deus.

É isto o que tem acontecido em cada era desde então. Deus liberta o povo. Eles saem livres pelo sangue, santificados pela Palavra, andam através das águas do Batismo e ficam cheios do Espírito; mas depois de pouco tempo o primeiro amor se esfria e alguém sai com a idéia que eles devem se organizar a fim de se preservarem e fazerem um nome para si mesmos, e eles se organizam como na segunda geração e algumas vezes ainda antes dela. Eles não têm o Espírito de Deus, simplesmente uma forma de adoração. Eles estão mortos. Eles têm se transformado em híbridos com os credos e ritos e não há vida neles.

Desta maneira Balaão levou Israel a cometer fornicação. Você sabe que a fornicação física é o mesmo espírito que se encontra na religião organizada. Eu disse que o espírito de fornicação é o espírito da organização. E todos os fornicários terão seu lugar no lago de fogo. É isto o que Deus pensa da organização. Sim Senhor, a meretriz e suas filhas estarão no lago de fogo.

As denominações não são de Deus. Elas nunca foram e nunca o serão. É um espírito errado que separa o povo de Deus em hierarquia e leigos, e é, por conseguinte um espírito errado que separa o povo do povo. É isto o que a organização e as denominações fazem. Em se organizar elas se separam da Palavra de Deus, e se colocam no adultério espiritual.

Pois bem, note que Constantino deu banquetes especiais ao povo. Eram os velhos banquetes pagãos com novos nomes tirados de igreja, ou em alguns casos os ritos cristãos eram tomados e abusados com cerimônia pagãs. Ele tomou a adoração do deus sol e mudou-a para o Filho de Deus. Ao invés de celebrá-la em 21 de dezembro que era quando celebravam a festa do deus sol, eles colocaram-na em 25 de dezembro e chamaram-na o nascimento do Filho de Deus. Mas sabemos que ele nasceu em Abril quando a vida se desabrocha, não em dezembro. E eles tomaram a festa de Astarte e chamaram-na de celebração da Páscoa quando os cristãos supõem celebrar a morte e ressurreição do Senhor. Verdadeiramente era uma festa pagã dedicada a Astarte.

Eles colocaram altares na igreja. Eles colocaram as imagens. Eles deram ao povo o que eles chamaram de credos apostólicos, embora você não os possa encontrar na Bíblia. Eles ensinaram a adoração dos antepassados pela qual a Igreja Católica Romana foi transformada na maior igreja espírita do mundo. Toda espécie de pássaro imundo se encontrava naquela gaiola. E você tem os Protestantes com suas organizações fazendo a mesma coisa.

A doutrina de Balaão que trouxe idolatria até o dia de hoje

“Eles comiam coisas sacrificadas aos ídolos”. Ora, eu não digo que isto realmente significa que eles estivessem literalmente comendo carnes sacrificadas aos ídolos. Porque embora o concílio de Jerusalém tivesse falado contra tal coisa, Paulo não fez muito caso disto quando ele disse que os ídolos não eram nada. Foi simplesmente uma questão de consciência a não ser onde ofendia a um irmão mais fraco e então não foi permitido. Além disso esta revelação tem a ver com os Gentios e não com os judeus e estas eram igrejas gentias. Eu vejo isto na mesma luz que vejo as palavras do Senhor. “Se não comerdes Minha carne e beberdes o Meu sangue não tereis vida em vós mesmos. Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”. Você pode notar que comer é verdadeiramente participar em um sentido espiritual. Assim quando estas pessoas estavam se curvando ante as imagens, velas, uso de feriados pagãos, confessando seus pecados aos homens (tudo isso pertence a religião do diado), eles estavam compartilhando com o diabo e não com o Senhor. Eles estavam na idolatria quer admitissem ou não. Eles podem dizer o que quiserem, que os altares e o incenso são somente para recorrer-lhe das orações do Senhor ou o que quer que entendam significar isto; e eles podem dizer que quando oram perante a imagem é simplesmente por causa da ênfase; e que quando confessam ao padre, é realmente a Deus que o estão fazendo em seus corações, e quando eles dizem que o sacerdote os perdoa, isto é simplesmente o que ele está fazendo em Nome do Senhor; podem dizer o que quiserem, mas eles estão participando da conhecidíssima Babilônia, da religião Satânica e se tem ajuntado aos ídolos e cometido fornicação espiritual, que significa a morte. Eles estão mortos.

Desta maneira a Igreja e o Estado estavam casados. A igreja ligou-se aos ídolos. Com o poder do Estado atrás dela para apoiá-la ela sentiu que agora, “O reino tinha vindo e a vontade de Deus tinha sido executada sobre a terra”. Não causa admiração pois que a Igreja Católica Romana não esteja olhando para o retorno de Jesus Cristo. Eles não são milenialistas. Eles têm o seu milênio aqui mesmo. O papa está reinando neste instante e Deus está reinando nele. Assim quando Ele vem de acordo com eles, tem que ser quando os novos céus e a nova terra tiverem sido preparados. Mas eles estão errados. Este papa é a cabeça da falsa igreja, e vai haver um milênio, mas quando isto se der ele não estará nele. Ele estará em algum outro lugar.
Mensagem: AS SETE ERAS DA IGREJA – A ERA DA IGREJA DE PÉRGAMO - Parágrafos: 142 ao 165

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