Os verdadeiros pentecostais

Quem são os Pentecostais?

Eu tinha ouvido falar de Pentecostais, “Mas eram um bando de santos roladores que deitavam no chão e punham espuma pela boca,” era tudo o que tinham me contado a respeito. Por isso eu não queria ter nada a ver com isso.

As igrejas Pentecostais

Então eu os ouvi se comportando daquela forma ali, e pensei: “Creio que vou dar uma entradinha.” Assim parei meu velho Ford e entrei, e cantavam como você nunca ouviu na sua vida… E descobri que havia duas grandes igrejas, uma delas chamada P.A. de J.C., e a P.A. de W., pode ser que muitos de vocês se lembrem daquelas velhas organi-… Acho que são unidas, chamadas agora, e chamadas a igreja Pentecostal Unida. Bem, ouvi alguns dos seus mestres. E estavam em pé ali, oh, estavam ensinando a respeito de Jesus e quão grande foi Ele, e quão grande foi tudo, e a respeito de um batismo do Espírito Santo. Pensei: “Do que estão falando?”

E, passado um pouco, alguém se levantou rapidamente e começou a falar em línguas. Ora, nunca ouvi algo assim na minha vida. E por ali veio uma mulher correndo o mais que podia. Então todos eles se levantaram e começaram a correr. E pensei: “Ora, que coisa, com certeza eles não têm modos na igreja, berrando e gritando e comportando-se assim.” Eu pensei: “Que grupo é esse!” Mas, você sabe, há algo a respeito disso, quanto mais ficava sentado ali, mais eu gostava. Havia algo que parecia muito bom. E comecei a observá-los. E continuou. Pensei: “Serei paciente com eles por um pouco, porque eu… estou perto da porta. Se alguma coisa começar a ser irracional, sairei correndo pela porta. Sei onde o meu carro está estacionado, pertinho da esquina.”

E comecei a ouvir alguns daqueles pregadores, eram eruditos e estudantes. Ora, pensei: “Tudo bem, isto é ótimo.”

Então a hora do jantar chegou, e disseram: “Venham todos jantar.”

Mas pensei: “Espere um pouco. Tenho um dólar e setenta e cinco centavos para voltar para casa, e eu… “ Era todo o dinheiro que tinha para gasolina. Gastaria isso tudo para me levar até em casa. E tinha meu velho Ford, era um bom Ford antigo. Não estava derrubado, era exatamente como este aqui fora, apenas usado. E ele… eu realmente cria que aquele Ford ia trinta milhas [Quarenta e oito quilômetros-Tradutor] por hora, mas claro que era quinze nesta direção e quinze nesta direção. Você vê, juntando, você tem trinta. E assim ele… Pensei: “Bem, aquela noite acho que eu ia sair e depois de…” Eu ia ficar para o culto da noite.

E, oh!, ele disse: “Todos os pregadores, não importa a denominação, venham à plataforma.” Bem, havia uns duzentos de nós lá em cima, eu subi. E assim ele disse: “Agora, não temos tempo para todos vocês pregarem.” Ele disse: “Apenas passe por aqui e diga quem é você e de onde você é.”

Bem, minha hora chegou; eu disse: “William Branham, batista. Jeffersonville, Indiana.” Saí.

Eu ouvia todo o resto deles se designarem: “Pentecostal, pentecostal, pentecostal, P.A. de W., P.A.J.C., P.A.W., P… “

Eu passei por ali. Pensei: “Ora, acho que eu sou o patinho feio.” Assim eu me sentei, esperei.

E, naquele dia, eles tinham bons pregadores jovens ali, e eles tinham pregado poderosamente. E então eles disseram: “Aquele que vai trazer a mensagem esta noite é… “ Creio que o chamaram: “ Ancião.” E seus ministros, em vez de “Reverendo,” era “Ancião.” E trouxeram um homem velho de cor ali, e ele tinha um destes casacos antigos de pregador. Acho que você nunca viu um. Longa cauda de pombo na parte traseira, você sabe, com um gola de veludo, e ele tinha somente uma bordinha branca de cabelo em volta da cabeça. Coitado do velho, ele veio deste jeito. E ele ficou em pé lá e ele se virou. E onde todos os pregadores tinham pregado sobre Jesus e o grande… quão grande Ele era, e assim por diante, aquele velho tomou seu tema de lá de Jó. “Onde estavas tu, quando eu fundava a terra, ou quando as estrelas da alva cantavam, e os Filhos de Deus rejubilavam?”

E o pobre velho sujeito, eu pensei: “Por que não puseram alguns daqueles jovens lá em cima para pregar?” Grande… O lugar estava lotado e apertado. E pensei: “Por que eles não fizeram isso?”

Assim então este velho, em vez de pregar o que estava acontecendo aqui na terra, ele começou a pregar o que estava acontecendo no Céu todo o tempo. Ora, ele começou com Ele no começo, no princípio do tempo, e O trouxe de volta na Segunda Vinda pelo arco-íris horizontal. Ora, eu nunca ouvi tal pregação em minha vida! Mais ou menos naquela hora o Espírito o atingiu; ele pulou mais ou menos desta altura e bateu um calcanhar contra o outro, jogou os ombros para trás e foi se dobrando pela plataforma, disse: “Vocês não têm bastante espaço aqui em cima para eu pregar.” E ele tinha mais espaço do que eu tenho aqui.

Pensei: “Se Isso faz a um velho se comportar assim, o que faria se caísse sobre mim?” Eu — eu pensei: “Talvez eu precise um pouco Disso.” Ora, ele foi ali, eu tive tanta pena do velho. Mas, quando ele se foi, eu fiquei com pena mim mesmo. E o olhei descer dali.

Eu saí naquela noite, e pensei: “Agora, na manhã seguinte não vou deixar ninguém saber de onde, quem sou.” Então eu fui, e naquela noite eu passei minhas calças. Tomei o — fui ao campo de milho para dormir, e fui e comprei uns pãezinhos amanhecidos. Você… Comprei uma porção deles por cinco centavos. Havia um hidrante lá embaixo; consegui um pouco de água. Assim eu sabia que isso duraria para mim um pouco de tempo, então consegui para mim um pouco de água e a bebi, e fui e comi meus pãezinhos. E voltei e tomei mais água. Fui ao campo de milho, tomei os dois assentos e coloquei minha calça tecida de algodão listrada ali, a passei no assento.

E naquela noite, orei quase toda a noite. Eu disse: “Senhor, o que é isto em que entrei? Nunca vi um povo tão religioso em minha vida.”
E eu disse: “Ajuda-me a saber o que é tudo isto.”

E na manhã seguinte desci até ali. Eles nos convidaram para o café da manhã. Naturalmente eu não queria ir comer com eles, porque eu não tinha nada para pôr na oferta. E eu simplesmente voltei. E na manhã seguinte quando entrei, ora (comi alguns dos meus pãezinhos), e me assentei. E eles tinham um microfone. E eu nunca tinha visto um microfone antes, e eu tinha medo daquela coisa. Assim eles… E ele tinha um fiozinho pendurado lá em cima, e descia. Como um daqueles microfones dependurados. E ele disse: “Ontem à noite, na plataforma, havia um pregador jovem aqui, um batista.”
Pensei: “Oh — oh, eu vou levar uma boa agora.”

E ele disse: “Ele era o pregador mais jovem na plataforma. Seu nome era Branham. Alguém sabe onde ele está? Diga-lhe que venha; queremos que ele traga a mensagem da manhã.”

Oh, que coisa! Eu estava usando uma camiseta, e calça tecida de algodão listrada, você sabe. E nós batistas cremos que você tem que usar terno para ir no púlpito, você sabe. Assim… E eu — eu simplesmente fiquei sentado bem quieto. E durante o tempo… Eles a tiveram lá no norte naquele tempo, porque (a convenção internacional deles) as pessoas de cor não poderiam ir se fosse no sul. Eles tinham os negros ali, e eu era do sul, era formal ainda, veja você, pensava que eu era um pouquinho melhor que os outros. E aconteceu que naquela manhã , assentado bem ao meu lado, estava um — um homem de cor. Então estava sentado e olhava para ele. Pensei: “Ora, ele é um irmão.”

E ele disse: “Alguém sabe onde William Branham está?” Eu me abaixei no assento deste jeito. Assim ele disse, anunciou a segunda vez, disse: “Alguém lá fora” (ele puxou aquele pequeno microfone) “sabe onde William Branham está? Diga-lhe que o queremos na plataforma para a mensagem da manhã. Ele é um pregador batista do sul de Indiana.”

Simplesmente fiquei sentado bem quieto abaixado, você sabe. Ninguém me conhecia, afinal. Aquele homem de cor olhou para mim e disse: “O senhor sabe onde ele está?”

Bem, e — eu tinha que mentir ou fazer algo. Então eu disse: “Abaixe-se aqui.”
Ele disse: “Sim, senhor?”
Eu disse: “Quero dizer-lhe algo.” Eu disse: “Eu — eu sou ele.”
Ele disse: “Bem, suba lá.”

E eu disse: “Não, não posso. Vê,” eu disse: “estou usando esta calça de algodão velhinha listrada e esta camisetinha.” Eu disse: “Eu não poderia subir lá.”

Ele disse: “Esse povo não se importa como você se veste. Suba lá.”
Eu disse: “Não, não.” Eu disse: “Fique quieto, não diga nada agora.”

E eles voltaram ao fone num minuto, disseram: “Alguém sabe onde William Branham está?”

Ele disse: “Aqui está! Aqui está! Aqui está!” Oh, que coisa! Ali eu subi usando aquela camisetinha, você sabe. E aqui eu…

Ele disse: “Suba, Sr. Branham, queremos que traga a mensagem.” Oh, que coisa, na frente de todos aqueles pregadores, hum, todo aquele povo! E eu subi de mansinho, você sabe. Meu rosto vermelho, e minhas orelhas queimando. E subi de mansinho, calça de algodão listrada e camiseta, pregador, pregador batista subindo ao microfone, nunca tinha visto um antes, vê você?

E fiquei em pé lá em cima, eu disse: “Bem, eu — eu — eu não sei não.” Eu estava atrapalhado, muito nervoso, você sabe. E — e cheguei em mais ou menos Lucas 16, e pensei: “Bem, agora… “ E eu — eu comecei no assunto: “E no Hades ele levantou os olhos, e chorou.” E eu… Assim eu — eu comecei a pregar, você sabe, e comecei a pregar e me senti um pouco melhor. E eu disse: “O rico estava no Hades, e ele chorou.” Essas três palavras pequenas, como tenho muitos sermões assim: “Crês Tu Nisto,” e “Fale à Rocha,” você me ouviu pregar isso. E eu tinha: “E então ele chorou.” E eu disse: “Não havia crianças lá, certamente que não no inferno. Então ele chorou.” Eu disse: “Não havia flores lá. Então ele chorou. Não havia Deus lá. Então ele chorou. Não havia Cristo lá. Então ele chorou.” Então eu chorei. Algo me atingiu. Que coisa! Oh, que coisa! Depois, não sei o que aconteceu. Quando voltei mais ou menos a mim mesmo, eu estava em pé lá fora. Aquele povo começou a berrar e gritar e chorar, e eu, nós tivemos um culto tremendo.

Quando saí um sujeito se aproximou de mim usando um imenso chapéu do Texas, grandes botas, se aproximou, disse: “Eu sou o Ancião Fulano de Tal.” Pregador, botas de vaqueiro, roupa de vaqueiro.
Pensei: “Bem, minha calça de algodão listrada não está tão mal, então.”

Disse: “Quero que o senhor venha ao Texas e realize um reavivamento para mim.”

“Sim, deixe-me marcar isso, senhor.” E eu marquei assim.

Ali veio um sujeito usando este tipo de calça de golfe [Calça curta pouco abaixo dos joelhos-Tradutor], a qual se usava para jogar golfe, você sabe, tinha aquela calça abaloada. Ele disse: “Sou o Ancião Fulano de Miami.” “Eu gostaria… “

Pensei: “Bem, talvez o vestir não seja tão importante.” Olhei, e pensei: “Tudo bem.”

Então peguei estas coisas, e fui para casa. Minha esposa se encontrou comigo, ela disse: “Por que você parece estar tão contente, Billy?”

Eu disse: “Oh, eu conheci a nata do leite. Que coisa, é o melhor que você já viu. Aquele povo não tem vergonha da sua religião.” E, oh, eu contei tudo para ela. E eu disse: “E olhe aqui, querida, uma lista inteira de convites. Aquelas pessoas…”
Ela disse: “Eles não são santos roladores, são?”

Eu disse: “Não sei que tipo de roladores eles são, mas eles têm algo que eu precisava.” Vê? Eu disse: “Essa — essa é uma coisa de que estou certo.” Eu disse: “Vi um velho, de noventa anos de idade, voltar a ser jovem de novo.” Eu disse: “Nunca ouvi tal pregação em minha vida. Ora, nunca vi um pregador batista pregar assim.” Eu disse: “Eles pregam até ficar sem fôlego, e dobram o joelho a prumo com o chão, levantam de novo, recobram seu fôlego. Você pode ouvi-los à dois quarteirões de distância, ainda pregando.” E eu disse: “Eu — eu nunca ouvi tal coisa em minha vida.” E eu disse: “Eles falam numa língua desconhecida, e o outro diz sobre o que estão falando. Nunca ouvi tal coisa em minha vida!” Eu disse: “Você irá comigo?”

Ela disse: “Querido, desde que me casei com você, eu ficarei com você até que a morte nos separe.” Ela disse: “Eu irei.” Ela disse: “Agora, contaremos aos nossos pais.”

E eu disse: “Bem, você conta para sua mamãe e eu contarei para minha mãe.” Assim nós… Eu fui e contei para mamãe.”

Mamãe disse: “Ora, claro Billy. Seja o que for que o Senhor te chamou a fazer, vá e faça.”

E assim a Sra. Brumbach pediu que eu fosse até sua casa. Fui. Ela disse: “O que é isto sobre o que você está falando?”

E eu disse: “Oh, Sra. Brumbach,” eu disse, “mas vocês nunca viram tais pessoas.”
Ela disse: “Fique quieto! Fique quieto!”
Eu disse: “Sim, senhora.” Eu disse: “Desculpe-me.”
E ela disse: “Você sabe que aquilo é um bando de santos roladores?”

Eu disse: “Não, senhora, eu não sabia disso.” Eu disse: “Eles — eles sem dúvida são pessoas boas.”

Ela disse: “Que idéia! Você acha que levaria minha filha lá para o meio de uma coisa como aquela?” Disse: “Ridículo! Isso não é nada senão lixo que as outras igrejas jogaram para fora.” Ela disse: “De fato! Você não vai levar minha filha para fora desse jeito.”

E eu disse: “Mas, a senhora sabe, Sra. Brumbach, no fundo de meu coração eu sinto que o Senhor quer que eu vá com esse povo.”

Ela disse: “Volte à sua igreja até que eles tenham meios de pagar uma casa pastoral para você, e porte-se como um homem que tem um pouco de bom senso.” Disse: “Você não vai levar minha filha por aí.”
Eu disse: “Sim, senhora.” Eu me virei e saí.

E Hope começou a chorar. Ela saiu; ela disse: “Billy, indiferente ao que mamãe disse, eu ficarei com você.” Deus a abençoe!
E eu disse: “Oh, não tem problema, querida.”

E eu simplesmente deixei passar. Ela não deixava sua filha ir com tal povo como aquele porque “Aquilo não era nada senão lixo.” E assim eu mais ou menos deixei passar. Foi o pior erro que eu já cometi na minha vida, um dos piores.
Mensagem: A história da minha vida – Parágrafos: 149 ao 195

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